O Ministério Público de São Paulo informou que encontrou uma foto de Deolane Bezerra em um imóvel ligado a Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do PCC. A imagem foi localizada no apartamento em maio, durante o andamento de investigações sobre a suposta organização criminosa e lavagem de dinheiro associada ao PCC.
A influenciadora, o chamado Player, Marco Willians Herbas Camacho (Marcola) e mais quatro investigados tornaram-se réus pela acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro decorrente do PCC. A defesa de Deolane não respondeu até o momento, mesmo com declarações anteriores de que ela não integra nem comete crimes, segundo seus advogados.
No endereço em Anália Franco, em São Paulo, o MP identificou uma caixa com dinheiro, gravada com o rótulo Dra Deolane e a frase o justo não se justifica. Inicialmente estimou-se cerca de R$ 50 mil, mas a contagem revelou R$ 7.800. A fiscalização ocorreu após a prisão da influenciadora, em 21 de maio, em operação que apura movimentações financeiras suspeitas.
Vínculo entre Deolane e Player
A Promotoria aponta que o imóvel onde a foto foi retirada corresponde ao mesmo local citado na denúncia. Além de evidências visuais, a investigação verificou que a conta de energia do imóvel está em nome do padrasto de Deolane e existem e-mails trocados entre a advogada e Player sobre abertura de empresas, também investigadas.
A Justiça aponta que Deolane atuava como receptora de valores ilícitosOriginários de uma transportadora de fachada ligada ao PCC. A denúncia descreve depósitos fracionados em uma conta de titularidade de terceiros, a mando de Everton de Souza, configurando possível lavagem de recursos para o crime organizado.
Movimentação financeira e indícios
Entre os pontos centrais da apuração estão movimentações superiores a dezenas de milhões de reais em uma conta ligada à influenciadora. As autoridades sustentam que os recursos teriam origem em uma transportadora de fachada localizada em Presidente Venceslau, interior paulista, usada para ocultar patrimônio e movimentar dinheiro de atividades criminosas.
A investigação também cita registros de áudios enviados a uma diarista que sugerem a circulação de valores pertencentes ao PCC em imóveis da ré e de seus filhos. A apuração enfatiza o uso de empresas interpostas, fragmentação de depósitos e outras técnicas de lavagem de dinheiro.
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