O governo federal lançou nesta terça-feira (23), em Brasília, as ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, a ser realizado pelo IBGE. O objetivo é mapear, de forma padronizada, o perfil demográfico e socioeconômico dessa parcela da população para sustentar políticas públicas.
A etapa inicial do censo ocorrerá em cinco capitais, cobrindo um município por região: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador. A metodologia é diferente da contagem tradicional feita apenas em domicílios fixos, segundo o presidente do IBGE.
Previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, o levantamento terá os primeiros resultados divulgados em dezembro de 2028. A iniciativa busca ampliar a visibilidade estatística da população em situação de rua e estruturar políticas públicas com dados mais precisos.
Significado estratégico e campo de atuação
O censo visa gerar dados oficiais que informem ações de direitos humanos, acesso a serviços públicos e proteção social ainda não mapeados de forma padronizada. O objetivo é incluir pessoas sem domicílio fixo nas estatísticas oficiais, fortalecendo a formulação de políticas públicas.
Repercussão institucional e apoio
O lançamento contou com autoridades do governo federal. O ministro da Secretaria-geral da Presidência destacou que os dados permitirão políticas públicas mais eficazes e baseadas na realidade da população em situação de rua. A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania ressaltou o potencial de o estudo servir de referência para outros países.
Desdobramentos e impactos esperados
Representantes da sociedade civil destacam a importância da contagem oficial para reduzir distorções metodológicas observadas em levantamentos municipais. Entidades ligadas ao tema mencionam que a contagem do IBGE deve ampliar a visibilidade dessa população e orientar o orçamento público voltado a políticas sociais.
Corpo social e participação local
Líderes que atuam com a população de rua, incluindo integrantes de fóruns e comitês, ressaltaram que o censo poderá fortalecer a interlocução com governos locais e ampliar a abrangência dos dados. A expectativa é que a metodologia formulará um marco de referência nacional para a contagem dessa população em situação de vulnerabilidade.
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