As simulações de segundo turno são consideradas úteis para aferir cenários eleitorais. Contudo, alguns institutos de pesquisa estão evitando incluir esse formato em seus levantamentos na pré-campanha para 2026. A justificativa é reduzir riscos de impugnação ou suspensão pela Justiça Eleitoral.
Fontes ouvidas pela Gazeta do Povo afirmam que as equipes deixaram de perguntar sobre intenções de voto para segundo turno nos formulários. A medida funciona como defesa preventiva diante de frequentes suspensões associadas a cenários de segundo turno.
A prática vem sendo adotada principalmente em pesquisas para governador. Em estados específicos, há questionamentos até mesmo de partidos sem pré-candidatos, com decisões já favoráveis a impugnações. A consequência é maior cautela entre os institutos.
Divergências judiciais dificultam uniformidade
Advogados especializados apontam que não há uniformidade de decisões entre tribunais regionais, gerando insegurança. E as decisões costumam sair rapidamente nos tribunais locais, sem chegar com frequência ao TSE.
Analistas destacam que, no atual estágio da pré-campanha, há autonomia para incluir ou não cenários de primeiro e segundo turnos. O presidente do TSE já reforçou restrições para evitar indução de eleitor.
Para especialistas, não há proibições legais para simular both turnos. A cautela reflete o aumento da judicialização no país. Advogados recomendam observar estritamente o que está previsto na lei para não comprometer a livre informação.
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