O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o presidente da Argentina, Javier Milei, fez ataques ao Brasil e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva”, e classificou como uma situação “que nunca tinha se visto”.
O chanceler defendeu a decisão do governo brasileiro de rebaixar as relações diplomáticas e disse que a medida será mantida enquanto não houver uma mudança de postura por parte do governo argentino. A declaração ocorreu em entrevista a um programa de TV argentino após o Itamaraty anunciar, na terça-feira (4), que o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, não retornará a Buenos Aires.
Segundo Vieira, o Brasil decidiu reduzir as relações ao nível de encarregados de negócios após uma sequência de declarações de Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as instituições brasileiras.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o presidente da Argentina, Javier Milei, fez ataques ao Brasil e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva”, e classificou como uma situação “que nunca tinha se visto”.
O chanceler defendeu a decisão do governo brasileiro de rebaixar as relações diplomáticas e disse que a medida será mantida enquanto não houver uma mudança de postura por parte do governo argentino. A declaração ocorreu em entrevista a um programa de TV argentino após o Itamaraty anunciar, na terça-feira (4), que o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, não retornará a Buenos Aires.
Segundo Vieira, o Brasil decidiu reduzir as relações ao nível de encarregados de negócios após uma sequência de declarações de Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as instituições brasileiras.
O ministro explicou que a decisão foi motivada pelos “reiterados insultos e agressões ao Brasil, às instituições do governo brasileiro, ao Executivo, ao chefe do Executivo e também ao Judiciário”. Segundo ele, houve “quatro manifestações consecutivas no espaço de uma semana”, nas quais Milei dirigiu críticas ao Brasil e ao presidente Lula.
Vieira afirmou que o governo brasileiro comunicou oficialmente a decisão ao embaixador da Argentina em Brasília e pediu esclarecimentos. “Enquanto não houver explicações satisfatórias, nós vamos manter o nosso embaixador” fora da Argentina, disse.
+ Embaixador brasileiro não voltará à Argentina após ataques de Milei
Vieira relembra participação de Milei em evento do PL
Ao comentar a participação de Milei em um evento político realizado em São Paulo ao lado do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), o chanceler afirmou que o presidente argentino promoveu “uma interferência absoluta em termos brasileiros”. Segundo ele, as pessoas que acompanharam Milei no evento estavam “ligadas ao grupo que promoveu a tentativa de golpe de Estado no Brasil”, em referência aos atos investigados após as eleições de 2022.
+ Milei faz novos ataques a Lula: “Ladrão, corrupto”
O ministro lamentou o desgaste nas relações entre os dois países e destacou que Brasil e Argentina construíram, desde a redemocratização, uma parceria baseada na integração e na cooperação.
“Brasil e a Argentina sempre tiveram as melhores relações. Desde 1985, quando houve o encontro entre os presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, se estabeleceu um novo tempo de integração, colaboração e cooperação”, afirmou. Segundo Vieira, esse histórico foi “lamentavelmente” abalado pelos episódios recentes.
O chanceler também rejeitou a ideia de que a posição do governo brasileiro tenha motivação ideológica. De acordo com ele, o presidente Lula mantém relações com governos de diferentes orientações políticas e conduz a política externa com foco no interesse nacional. “O presidente Lula sempre diz que não interessa a cor do partido que está no poder em outro país. Ele quer manter um diálogo correto, educado, de alto nível, defendendo o interesse nacional”, declarou.
Vieira acrescentou que “a educação e o respeito são fundamentais” nas relações entre países e concluiu que, “sem isso, não pode haver diálogo”, classificando a questão ideológica como “totalmente secundária”.
Entre na conversa da comunidade