O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o levantamento do sigilo da Petição 16.662, que reúne novos elementos da Polícia Federal sobre uma suposta rede de monitoramento e influência ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O ministro também afirmou que o material deve ser analisado pelo plenário da Corte. A decisão consta em […]
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o levantamento do sigilo da Petição 16.662, que reúne novos elementos da Polícia Federal sobre uma suposta rede de monitoramento e influência ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O ministro também afirmou que o material deve ser analisado pelo plenário da Corte. A decisão consta em despacho publicado nesta terça-feira (1º).
Em etapas anteriores da investigação, a PF analisou mensagens encontradas no celular do fundador do Banco Master que indicariam que ele teve acesso antecipado a informações sigilosas sobre investigações criminais e apurações no Banco Central. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o interlocutor do empresário nessas conversas seria o ministro Alexandre de Moraes, embora Mendonça não o cite nominalmente no despacho.
Como ainda não haviam sido identificados todos os integrantes da suposta rede de monitoramento e influência, Mendonça pediu à PF informações atualizadas sobre o estágio das investigações da Operação Compliance Zero, especialmente sobre quem faria parte dessa estrutura.
Em resposta, a Polícia Federal apresentou uma nova informação policial, acompanhada de quatro documentos. Após uma análise preliminar, Mendonça decidiu separar o material do processo original e abrir uma nova petição no STF, a Petição 16.662. Depois, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.
Segundo Mendonça, independentemente do posicionamento da PGR, os novos elementos deverão ser submetidos ao plenário do STF, em sessão presencial e pública, em data a ser definida pela presidência da Corte.
A PF trabalha com a hipótese de que Vorcaro buscava intervenção junto a autoridades públicas envolvidas em processos que poderiam prejudicá-lo. Os investigadores também apontaram indícios de que o empresário teria estruturado uma rede de monitoramento e influência com potencial infiltração em altas instâncias de diferentes instituições públicas para obter informações sigilosas de interesse do grupo.
O despacho de Mendonça, porém, não detalha o conteúdo dos novos documentos apresentados pela PF nem informa quais integrantes da suposta rede teriam sido identificados.
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