Política

Pochmann defende resistência como chave para transformação em nova polêmica com servidores

Marcio Pochmann defende que o IBGE manterá suas estatísticas tradicionais, apesar das críticas sobre o novo Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística.

Presidente do IBGE, Márcio Pochmann, fala em evento em Brasília (Foto: Pedro Ladeira - 29.jan.25/Folhapress)

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O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, enfrenta críticas de servidores desde que assumiu o cargo em agosto de 2023. Em entrevista à Folha, ele afirmou que recebe as críticas de forma democrática e busca transformações no órgão.

Recentemente, o IBGE lançou o Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística, que visa subsidiar políticas públicas preditivas. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Serpro, gerou controvérsias, especialmente sobre a distinção entre predições e estatísticas oficiais. Pochmann defende que o IBGE continuará a produzir suas estatísticas tradicionais, enquanto as predições serão responsabilidade de outros órgãos.

A nova proposta gerou preocupações entre os servidores, com a Assibge, entidade sindical do IBGE, afirmando que "predição não é estatística oficial". A entidade destacou que as projeções do IBGE são baseadas em metodologias consolidadas e não devem ser confundidas com predições generalizadas. Pochmann, por sua vez, esclareceu que o IBGE já realiza projeções em áreas específicas, como população e safra, e que a nova iniciativa busca integrar dados de diferentes órgãos.

Integração de Dados

O programa está vinculado ao Singed (Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados), que visa coordenar informações estatísticas no Brasil. Pochmann destacou que a ideia é utilizar big data e inteligência artificial para antecipar problemas, mas reafirmou que o IBGE continuará a realizar suas funções tradicionais de estatística.

O presidente também mencionou que o IBGE aguarda a definição do orçamento para o Censo Agropecuário de 2026. Sem recursos, não será possível realizar os testes necessários para a operação. Pochmann enfatizou a importância de democratizar as informações para que os governos possam desenvolver políticas públicas mais eficazes.

Críticas e Diálogo

Sobre as críticas recebidas, Pochmann afirmou que são parte de um processo democrático e que o IBGE está aberto ao diálogo. Ele ressaltou que a transformação do instituto não pode ocorrer sem resistência, mas que a discussão está sendo conduzida de maneira transparente e participativa. O presidente também comentou sobre a suspensão da Fundação IBGE+, que busca ampliar as receitas do instituto, afirmando que a discussão sobre um novo modelo jurídico está em andamento.

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