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Vapes afetam negativamente a saúde de diversas partes do corpo

Pesquisas recentes revelam que o uso de cigarros eletrônicos aumenta riscos à saúde, incluindo metais pesados e problemas cardiovasculares.

Pacientes apresentam cicatrizes pulmonares e dificuldades respiratórias conhecidas como 'popcorn lung' (Foto: Reprodução)
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Quando os cigarros eletrônicos, ou vapes, surgiram, foram vistos como uma alternativa mais saudável ao cigarro tradicional. No entanto, novas pesquisas revelam riscos significativos associados ao seu uso, incluindo a presença de metais pesados e substâncias cancerígenas, além de efeitos adversos no sistema cardiovascular e respiratório.

Um estudo recente analisou o vapor de modelos populares de vapes e encontrou níveis elevados de níquel, chumbo e antimônio, metais pesados relacionados ao câncer de pulmão. Os pesquisadores também observaram que o uso contínuo de vapes pode provocar um aumento da frequência cardíaca e contrair os vasos sanguíneos, elevando o risco de acidente vascular cerebral e infarto. James Stein, professor de medicina cardiovascular, alerta que o uso constante de vapes é como viver com pressão alta.

Além disso, os líquidos aquecidos liberam substâncias tóxicas, como formaldeído e acetaldeído, que podem danificar os vasos sanguíneos e contribuir para doenças cardiovasculares. A inflamação nas vias respiratórias e o agravamento de condições como asma e DPOC também são preocupações crescentes. Embora os cigarros eletrônicos não contenham as mesmas substâncias perigosas que os cigarros tradicionais, eles apresentam riscos próprios.

A dependência de nicotina é especialmente alarmante entre adolescentes, que frequentemente alternam entre cigarros tradicionais e eletrônicos. Em 2021, apenas 4,5% dos adultos nos EUA relataram uso de vapes, enquanto a taxa entre estudantes de ensino médio chegou a 8% em 2024. No Brasil, dados de 2023 indicam que 2,9% dos homens e 1,4% das mulheres utilizam cigarros eletrônicos.

Os novos produtos no mercado, com concentrações mais altas de nicotina, tornam o cenário ainda mais preocupante. Pamela Ling, diretora do Centro de Pesquisa e Educação sobre Controle do Tabaco, destaca que a rápida evolução dos dispositivos supera a capacidade da ciência de acompanhar seus efeitos. Com isso, a saúde pública enfrenta um desafio crescente na luta contra os riscos associados ao uso de vapes.

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