Uma mulher que passou por diagnóstico de bipolaridade relata como a insônia persistiu após a recuperação de um período de bebida. Ela acorda por volta das cinco da manhã e, sem conseguir voltar a dormir, sai para passear com o cachorro. O turning point foi reconhecer a relação entre a doença, o sono e os remédios.
Ela descreve a madrugada como um período de medo no início da recuperação, quando o corpo ainda estava intoxicado pela bebida. A fase assustadora chegou a durar mais de um ano após parar de beber. Com o tempo, o sono melhorou e a pessoa passou a buscar hábitos mais saudáveis.
Hoje, com mais de oito anos sem beber, a rotina mudou. O impulsivo consumo de álcool não existe mais, mas o bipolar trouxe novo desafio: a insônia voltou, porém sem o terror do passado. Acredita que os medicamentos ajudam a manter o sono estável.
Novos hábitos e disciplina
Para ocupar as madrugadas, a mulher comenta que passou a caminhar com o cachorro e, às vezes, correr leve pela praça próxima de casa. A pausa para a energia da manhã funciona como ferramenta de autocuidado e clareia a visão para o dia.
Ela também descreve mudanças físicas: antes magra e frequentadora de academia, hoje chegou a ganhar peso, mas mantém treino regular. Iniciou natação há três semanas, após incentivo de um amigo que também passou pela recuperação.
Na natação, o treino é desafiador: respiração controlada, foco e técnica. O objetivo é manter o corpo ativo e reduzir o pânico de ficar sem fôlego durante as braçadas. O resultado inicial tem sido positivo, com sensação de bem-estar ao finalizar a aula.
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