O ativo chamado PDRN, derivado de fragmentos de DNA do esperma de salmão, tornou-se pauta na indústria de beleza. A promessa é estimular colágeno, renovação celular e melhoria da circulação da pele, segundo especialistas. O tema tem gerado debates sobre eficácia e segurança.
O interesse internacional cresce em clínicas dermatológicas, com aplicações injetáveis e em sistemas de entrega de drogas, além de produtos tópicos. A busca por abordagens da medicina regenerativa impulsiona a adoção, conforme relatos de profissionais da área.
O PDRN, porém, encontra restrições no Brasil. A Anvisa permite o uso apenas em cosméticos de uso tópico; aplicações injetáveis não têm aprovação para produtos regulados no país. A orientação é evitar procedimentos com o ativo fora desse contexto.
Restrição no Brasil
Especialistas destacam que, no país, a prática de uso injetável carece de comprovação suficiente em ensaios clínicos. A evidência científica disponível é limitada, e o mecanismo de regeneração ainda é tema de estudo. A segurança depende da qualidade da formulação e da pureza do ingrediente.
Pesquisas sugerem que a ação envolve ativação de receptores ligados à regeneração tecidual, levando à produção de colágeno. Estudos clínicos com PDRN injetável são poucos, com amostras pequenas e resultados não conclusivos.
Versão vegana
Marcas brasileiras, como Dermage e Adcos, têm explorado versões veganas do PDRN. Alternativas com DNA de plantas ou cereais buscam reproduzir efeitos regenerativos sem origem animal. Produtos costumam aparecer como séruns de alta concentração de ativos.
Redes sociais
Especialistas alertam para o impulso de relatos online e visibilidade de celebridades na popularização do ativo. Técnicas associadas a microagulhamento ou entrega de substâncias podem contornar restrições de uso, mas não substituem evidências robustas. O acompanhamento de um dermatologista continua recomendação segura.
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