Letícia de Lima Pavim, brasileira de 25 anos, foi aproveitar um acampamento de kung fu na China em abril. A viagem exigiu preparo intenso e disciplina, com foco em fortalecimento físico, mental e espiritual. A jornalista viajou para registrar a experiência como inspiração para outras mulheres.
Antes da ida, Pavim intensificou a rotina por seis meses, com treinos seis vezes por semana, musculação e orientação nutricional. Ainda contou com acompanhamento para manter constância e evitar lesões durante a preparação.
O percurso foi difícil, mas a criadora de conteúdo manteve o objetivo. Ela relata que, apesar dos obstáculos, a dedicação foi recompensadora e serviu para provar sua determinação.
Rotina no acampamento
Os treinamentos ocorrem de segunda a sábado, com duração de seis horas por dia. Em dias específicos, o treino se estende das 06h às 18h, enquanto quarta e sábado têm atividades pela manhã. Domingos são livres.
No domingo, Pavim explicou que o dia seguinte começaria cedo, com checagem às 06h e uma corrida de cerca de 1,5 km, seguida de exercícios variados para mobilizar o corpo. As atividades incluem agachamentos, pranchas e técnicas de artes marciais.
A alimentação segue um padrão: café da manhã com sopa de brotos, ovo e pão; almoço com frango, tofu, arroz e acelga; jantar semelhante ao almoço. Entre as refeições há momentos de descanso, edição de vídeos ou conversa com colegas.
Impacto e avaliações
Além da experiência, Pavim diz ter descoberto a própria força e potencial. O médico Gilberto Kocerginsky, especialista em Medicina do Exercício, cita benefícios como melhoria de reflexos, força, flexibilidade, concentração e coordenação motora.
O especialista ressalta que o kung fu também atua na saúde mental, funcionando como uma espécie de musculação do cérebro. Ele recomenda avaliação médica prévia para identificar riscos e adaptar a prática às limitações de cada pessoa.
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