Um relato do professor Mauro Bertotti, do Instituto de Química da USP, reúne defesa dos bandejões frente às mobilizações estudantis que cobram melhorias no serviço. O texto parte do uso frequente do Bandejão do Conjunto das Químicas e do Bandejão Central, com visitas semanais.
Bertotti detalha que o Bandejão é atraente pelo preço, já que docentes, funcionários e visitantes pagam R$ 15. Ele também aponta que as refeições são preparadas por profissionais qualificados e equilibradas nutricionalmente, com opções vegetarianas e sucos.
O autor ressalta ainda fatores de demanda que afetam o dia a dia: filas longas em dias de interdição de unidades, alta ocupação das mesas e climatização pouco eficiente no verão. Segundo ele, melhorias dependem de investimentos em infraestrutura.
Quanto à higiene, o professor afirma que não houve comprovação de problemas sistêmicos, embora reconheça a possibilidade de ocorrências pontuais em massas de alimentos. Ele critica a utilização de relatos amplos que, na visão dele, desmerecem trabalhadores e fortalecem narrativas de negligência institucional.
Exemplo durante a OQSP 2025
Em junho de 2025, o IQ recebeu mais de 600 pessoas para a Fase Final da Olimpíada de Química de São Paulo. O evento incluiu visitação aos espaços da universidade e, pela primeira vez, permitiu o uso do Bandejão para o público presente, mediante tickets adquiridos pelos visitantes.
Segundo Bertotti, a articulação com a PRIP viabilizou o serviço para os participantes, que elogiaram a qualidade das refeições e o convívio proporcionado pelo espaço. A experiência foi apresentada como evidência de que o bandejão pode atender a demanda de grandes eventos sem comprometer a qualidade.
Em síntese, o professor defende os bandejões como opção saudável e acessível para a comunidade da USP, reconhecendo necessidade de melhorias contínuas na infraestrutura e na gestão, sem justificar ataques generalizados ao serviço.
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