As pesquisas sobre a expressão mãe de pet ganham destaque ao se aproximar o Dia das Mães. Estudos indicam que muitas pessoas veem o animal como parte da família, o que pode gerar identificação emocional próxima à maternidade. A discussão envolve impactos sociais, identidades e bem-estar animal.
Pesquisas examinam como essa identificação é usada na vida cotidiana, feriados e rituais familiares. Autores como Lawson (2025) e Volsche (2018) apontam que o vínculo pode ser semelhante em certos aspectos ao cuidado materno, sem confundir papéis. Em alguns casos, pessoas com filhos também relatam vínculos maternais com seus pets.
O foco não é apenas a linguagem, mas o equilíbrio entre as necessidades do animal e as do tutor. Volsche (2018) e Barina Silvestre & Videla (2024) destacam que dificuldades de atender a ambos podem surgir, sem que isso signifique erro automático na relação. O termo pet parent expressa proximidade emocional, não substituição de responsabilidades.
O que dizem as pesquisas
Alguns pesquisadores ressaltam que a linguagem varia conforme o contexto social. Em certos espaços, evitar termos que gerem julgamentos é comum, enquanto outros preferem termos que não desvalorizem o papel do animal. A discussão inclui termos como peternal, usados para descrever vínculos muito próximos entre mulheres sem filhos.
Os estudos indicam que a humanização do animal, quando levada ao extremo, pode comprometer o bem-estar. Vestir o pet com roupas ou impor situações desconfortáveis para fotos são exemplos citados como prejudiciais, desde que não haja clareza sobre o papel do termo utilizado. O essencial é respeitar as necessidades do animal.
Linguagem e bem-estar
Autores ressaltam que o cuidado deve priorizar o bem-estar do cão, gato ou outro pet, independentemente da identidade adotada pelo tutor. Perguntas como eu respeito as necessidades do meu pet? o que é imposto pelo humano versus pelo animal ajudam a orientar a prática cotidiana.
Ao adotar a expressão mãe de pet, é crucial não perder de vista que o animal não substitui relações humanas. O equilíbrio entre afeto, limites e qualidade de vida permanece central. O objetivo é reconhecer formas de cuidado sem prejudicar o bem-estar do animal.
Sobre a autora
Renata Roma é psicoterapeuta e pesquisadora na University of Saskatchewan, com foco na relação entre saúde emocional, infância, vínculos com animais e benefícios e desafios da convivência humano-animal.
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