O interesse por probióticos ganhou espaço nas gôndolas de supermercados e farmácias, mas a ciência aponta benefícios modestos para muitas pessoas. O intestino abriga a maior densidade de bactérias do corpo, formando a microbiota, com grande influência na digestão, vitaminas, defesa imunológica e até saúde mental. Desbalanceamentos surgem com má alimentação, estresse e antibióticos.
Probiários são microrganismos vivos encontrados em iogurtes, kefir, kombucha e chucrute. Prebióticos, por sua vez, são carboidratos não digeríveis que alimentam essas bactérias, presentes em fibras de frutas, legumes, verduras e componentes como alho, cebola e banana. A diferença entre os dois está na função: o microrganismo e o alimento para ele.
Provar que nem tudo se resolve com pílulas
A dieta variada costuma suprir as necessidades, tornando a suplementação desnecessária para a maioria. Em casos específicos, os suplementos podem ajudar, como em diarreia ou diarreia do viajante. Ainda assim, a maioria não depende de probióticos para melhorar a microbiota.
A alimentação diária é o principal pilar do bem-estar digestivo. Uma rotina equilibrada combina probióticos e prebióticos, mas oferece o conjunto de nutrientes que o corpo precisa. Recomenda-se consumir 25 g de fibras por dia, manter boa hidratação e mastigar bem os alimentos.
Como aplicar no dia a dia
Comer em ambiente tranquilo facilita a absorção de nutrientes. Além disso, buscar orientação médica ou nutricional pode evitar gastos desnecessários com suplementos. O foco está na alimentação completa, não em soluções únicas.
A reportagem cita o gastroenterologista Fernando Flaquer, do Hospital Israelita Albert Einstein, que reforça que a maioria das pessoas não precisa pensar em probióticos isoladamente. A conversa foi à Folha de S Paulo, destacando que o intestino é um sistema complexo que responde melhor a hábitos alimentares consistentes.
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