Pesquisadores explicam por que sentimos as “borboletas” ao nos apaixonar. O fenômeno é associado ao eixo cérebro-intestino e a uma resposta hormonal rápida. A explicação não envolve magia, e sim processos bioquímicos do corpo.
O estudo destaca que o intestino é considerado o “segundo cérebro” por abrigar uma rede de neurônios própria. Esse sistema se conecta diretamente ao cérebro por meio do nervo vago, permitindo comunicação rápida entre mente e abdômen.
Quando a emoção surge, sinais chegam ao cérebro, que dispara uma cascata de neurotransmissores. Dentre eles, dopamina, oxitocina e, principalmente, adrenalina entram em ação.
A química do amor
A adrenalina, associada à resposta de luta ou fuga, aumenta batimentos cardíacos e a sudorese. No abdômen, a droga principal é o desvio de fluxo sanguíneo: o estômago recebe menos sangue temporariamente.
Com a redução de sangue na mucosa gástrica, surgem sensações de vazio, formigamento e uma sensação de frio. Assim, as borboletas aparecem como um reflexo físico da intensidade emocional.
Essa hiperatividade vascular no sistema digestivo explica por que a reação aparece de forma direta ao ver a pessoa amada ou receber uma mensagem. O fenômeno é, portanto, uma resposta fisiológica bem fundamentada.
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