O cheiro de cabelo queimado ao usar chapinha pode indicar danos reais aos fios. Pesquisas mostram que o calor excessivo afeta a estrutura capilar, não apenas a superfície, até em cabelos virgens. Entenda o que ocorre e como evitar.
Estudos analisaram fios expostos a 30°C a 270°C. Os sinais de deterioração aparecem próximo de 220°C, faixa atingida por algumas chapinhas. A partir daí, a queratina começa a se degradar, comprometendo a resistência.
Entre 220°C e 250°C, o dano predomina no córtex, a camada interna responsável pela elasticidade. Imagens de alto contraste mostraram deterioração nessa região após aquecimento intenso.
O calor também desestabiliza lipídios naturais do cabelo, que ajudam a manter hidratação. A quebra, o ressecamento e a perda de brilho aumentam com temperaturas elevadas, elevando a porosidade e as pontas duplas.
O cheiro de queimado não é apenas o efeito do aquecimento. A decomposição de aminoácidos da queratina libera gases, entre eles a cistina, que gera o odor característico. O fenômeno sinaliza dano potencial à fibra capilar.
Para reduzir os danos, é possível adotar prática simples: evitar temperaturas altas, usar protetor térmico, não repetir passadas na mesma mecha, manter a hidratação e cuidar mais após procedimentos químicos.
Pesquisas citadas pelo Jornal da USP, com base no Journal of Cosmetic Dermatology, indicam que o cabelo tem limite de tolerância ao calor. O dano tende a se acumular com o tempo se esse limite for ultrapassado repetidamente.
Quando aparecer o cheiro de queimado durante o uso da chapinha, ele pode sinalizar risco real aos fios. Adotar hábitos preventivos ajuda a preservar a fibra capilar a longo prazo.
Fonte fotográfica: SaúdeLab. Como leitura complementar, o tema foi abordado por meio de estudos sobre temperaturas elevadas e estrutura capilar.
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