A febre do Nilo Ocidental, uma infecção viral, começou a ter seus primeiros casos no Brasil. Até o momento, dois pacientes foram confirmados em Santa Catarina e outros dois em São Paulo. Um dos casos catarinenses resultou em morte.
A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecido como pernilongo ou muriçoca. O vírus faz parte do grupo dos arbovírus, que também inclui dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.
A febre do Nilo Ocidental, uma infecção viral, começou a ter seus primeiros casos no Brasil. Até o momento, dois pacientes foram confirmados em Santa Catarina e outros dois em São Paulo. Um dos casos catarinenses resultou em morte.
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A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecido como pernilongo ou muriçoca. O vírus faz parte do grupo dos arbovírus, que também inclui dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.
Os mosquitos contraem o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas, que são os principais hospedeiros da doença. Humanos e cavalos também podem ser infectados, mas normalmente não transmitem o vírus de volta aos mosquitos.
Casos de transmissão por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e da gestante para o feto são considerados raros.
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Quais são os sintomas?
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% desenvolvem manifestações clínicas, geralmente leves. Os sintomas mais comuns são:
- febre;
- mal-estar;
- falta de apetite;
- náuseas e vômitos;
- dor de cabeça;
- dor muscular;
- dor nos olhos;
- manchas na pele;
- aumento dos gânglios linfáticos.
Em casos mais graves, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, encefalite, paralisia, confusão mental, tremores, convulsões e fraqueza muscular.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é baseado na avaliação dos sintomas e em exames laboratoriais. Um dos principais testes identifica anticorpos contra o vírus em amostras de sangue ou do líquido que envolve o sistema nervoso.
Outros exames também podem ser utilizados, dependendo da avaliação médica e das autoridades de saúde.
Existe tratamento ou vacina?
Não há vacina nem medicamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental para humanos.
O tratamento é voltado para o controle dos sintomas. Casos leves podem exigir repouso, hidratação e acompanhamento médico. Quadros graves podem precisar de internação e, em algumas situações, atendimento em UTI.
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Como prevenir?
A principal forma de prevenção é evitar picadas de mosquito. Entre as recomendações estão:
- usar repelente;
- utilizar roupas que reduzam a exposição da pele;
- instalar telas em portas e janelas;
- evitar a exposição aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer;
- eliminar recipientes que possam acumular água;
- evitar o descarte de lixo em valas, valetas e margens de rios e córregos;
- evitar, sempre que possível, o contato com animais encontrados mortos.
O Ministério da Saúde orienta ainda que mortes ou doenças em aves silvestres e cavalos com sinais neurológicos sejam comunicadas às autoridades, já que esses casos podem ajudar a identificar áreas de circulação do vírus.
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