A gestação do canguru é curta, variando entre 30 e 39 dias. Após esse período, o filhote precisa escalar o pelo da mãe até chegar à bolsa, onde completará o desenvolvimento. O processo envolve preparação da bolsa e ajustes no leite materno conforme o estágio do filhote.
A pesquisa detalha etapas desde o cio da fêmea até o nascimento do filhote, passando pela posição do parto, o nascimento embrionário e o papel da bolsa na evolução dos marsupiais. A matéria também descreve como a mãe mantém o filhote durante meses, mesmo com atividades físicas normais.
Como é a gestação
O ciclo fértil da fêmea dura de 22 a 42 dias. Machos detectam o cio pelo cheiro e podem competir pela parceira; o acasalamento rende entre 15 e 30 minutos. A fertilização ocorre em até 48 horas.
No útero, a gestação acontece em 30 a 39 dias. Dois dias antes do parto, a fêmea limpa a bolsa, removendo secreção cinzenta chamada de fluidos na ausência de filhotes. A operação envolve lamber a região para preparar a bolsa.
Durante o parto, a posição varia por espécie: cangurus vermelhos acomodam-se com a cauda entre as patas; cangurus cinza curvam-se para aproximar a vagina da bolsa. A configuração facilita a escalada do filhote.
O filhote nasce muito imaturo, com cerca de 2 cm e 1 g. Os olhos fechados, patas traseiras pouco desenvolvidas, o filhote escala a pelagem materna em cerca de três minutos para alcançar a bolsa.
Ao alcançar a bolsa, o filhote procura um mamilo, que se abre para prendê-lo. O leite muda conforme o desenvolvimento: carboidratos predominam nos seis primeiros meses, seguidos por lipídeos. A bolsa é a base do desenvolvimento, pois marsupiais não possuem placenta.
A mãe continua ativa, pulando e correndo com o filhote na bolsa. Em cerca de seis meses, o filhote começa a sair parcialmente, retornando para mamar. A permanência na bolsa vai até aproximadamente 8 meses para cangurus vermelhos e 11 meses para cangurus cinza.
Três em um
De forma adaptativa, fêmeas podem ter até três filhotes em diferentes estágios. Um pode já viver fora da bolsa, outro ainda mama na bolsa, e um terceiro permanece embrionário no útero, em estado de blastocisto.
Quando o filhote intermediário deixa a bolsa, o blastocisto desperta e dá origem a um novo filhote, substituindo a cria que se foi. Esse fenômeno é conhecido como diapausa embrionária, aumentando a plasticidade reprodutiva.
Consultoria e fontes
Consultor: Rafael Antunes, biólogo pela Uneb e professor do Colégio Integração, em Teixeira de Freitas (BA).
Fontes: monografias sobre biologia reprodutiva de marsupiais e obras sobre kiangurús, incluindo títulos de Hugh Tyndale-Biscoe, Marilyn Renfree e Terence J. Dawson.
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