Cerro de Pasco, cidade peruana a 4.300 metros de altitude, enfrenta uma crise de poluição associada à mineração. Grandes lavras a céu aberto concentram resíduos de metais pesados que contamina solo e água.
A cidade, com cerca de 80 mil habitantes, ficou sob o domínio de Volcan Mining (apoio de Glencore) desde 1999, sucedendo a empresas estatais e estrangeiras. A extração dominou o panorama local por décadas.
Relatos locais indicam que a exposição a chumbo e arsênio atinge crianças e adultos, com níveis acima dos limites recomendados. O problema persiste apesar de ações governamentais anunciadas ao longo dos anos.
Impacto ambiental e saúde
Relatórios de organizações internacionais apontam dezenas de violações de limites de metais pesados entre 2018 e 2023, principalmente em água, e menos em solo. Em 2008 houve tentativa de realocar a cidade por necessidade pública, sem efetividade até agora.
Casos médicos citados envolvem piora neurológica e desenvolvimento infantil prejudicado. Moradores descrevem medidas caseiras de tratamento da água, sem solução abrangente há anos.
O governo peruano classificou a situação como emergência ambiental em 2012 e 2017; em 2018 houve aporte de fundos para um centro de tratamento infantil, que não foi concluído. As empresas são alvo de fiscalização, com multas registradas.
A administração de Cerro de Pasco, além de enfrentar o avanço da mineração, tem enfrentado críticas sobre a atuação das empresas controladoras e a resposta estatal às necessidades da população. O tema continua em aberto para autoridades e moradores.
Entre na conversa da comunidade