Brown howler monkeys, endêmicos da Mata Atlântica, sofreram queda populacional após surto de febre amarela em 2016. O governo brasileiro e organizações de conservação criaram um plano nacional de manejo populacional para realocar animais para áreas com menos ocorrências.
O projeto envolveu o uso de uma vacina adaptada — originalmente desenvolvida para humanos — contra o vírus da febre amarela. Em Tijuca, Rio de Janeiro, o programa Refauna já apresenta sinais de sucesso com a reintrodução de macacos-prego.
Tijuca Forest e ações de reintrodução
A reintrodução de howlers começou em 2015, após a reintrodução de outras espécies na Floresta da Tijuca, no município do Rio. Um grupo inicial de cinco animais marcou o início do projeto.
Os animais são acolhidos no Refúgio da Tijuca, um parque nacional dentro da cidade, onde recebem adaptação até retornar ao ambiente. O manejo busca aumentar a variabilidade genética com novas dispersões entre grupos.
Logística e monitoramento
Todos os exemplares reintroduzidos foram vacinados contra febre amarela; a proteção visa sobrevivência ao longo da vida e reprodução na natureza. Adolescentes e adultos permanecem em jaulas de aclimatação antes da liberação.
Antes da soltura, recebem alimentação suplementar para facilitar a transição. Câmeras e marcações com GPS ajudam a monitorar trajetos, hábitos alimentares e interações com espécies vizinhas, como capuchins.
Impacto ecológico e perspectivas
Os howlers atuam como dispersores de sementes de várias plantas, fortalecendo o ecossistema local. Desde 2015, observou-se consumo de dezenas de espécies e ampla participação na regeneração florestal.
O projeto enfatiza a importância de ambientes fragmentados na Mata Atlântica e a necessidade de ações contínuas para a recuperação da fauna nativa. O Refauna destaca o papel da ciência e da cooperação para manter a viabilidade genética da espécie.
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