O estudo aponta aumento significativo de microplásticos e nanoplásticos MNPs no cérebro humano nos últimos anos. Pesquisadores analisaram amostras de cérebro, rins e fígado de 80 pessoas mortas entre 2016 e 2024, além de 12 casos com Alzheimer ou demência.
Os resultados indicam que as concentrações de MNPs no cérebro e no fígado de 2024 foram bem maiores do que em 2016. O cérebro mostrou um aumento de cerca de 50% ao longo de oito anos.
Os autores destacam que, embora o sistema vascular proteja o cérebro, as MNPs penetraram no tecido cerebral. Em números, cérebros apresentaram 7 a 30 vezes mais MNPs do que fígado ou rins.
Metodologia e resultados
Amostras de 80 falecidos foram coletadas em dois momentos: 2016 e 2024. Além disso, 12 cérebros de pessoas com Alzheimer ou demência foram analisados no mesmo intervalo.
A pesquisa encontrou maior Acúmulo de MNPs no cérebro em relação a outros órgãos avaliados. A relação com a produção de plástico e poluição ambiental foi mencionada pelos pesquisadores.
Os pesquisadores discutem que a ligação entre demência e MNPs pode estar associada à destruição da barreira hematoencefárea causada pela doença, mas não indicam causalidade direta.
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