Kumana National Park, na costa sudeste do Sri Lanka, ganha notoriedade como reduto de leopardos. Novo estudo, realizado por pesquisadores da University of Sri Jayewardenepura (USJ) e do Department of Wildlife Conservation (DWC), confirma alta densidade de felinos na região leste do parque. A pesquisa utilizou câmeras-trap e modelos de encontros aleatórios (REMs), em um levantamento de 16 meses.
O estudo encontrou 41 leopardos por 100 km² na área leste de Kumana, posição que coloca o parque entre os hotspots globais para a espécie Panthera pardus kotiya. Foram mais de 90 avistamentos de leopardos, com 34 indivíduos identificados, conforme divulgação dos pesquisadores.
O levantamento é considerado pioneiro no uso de REM para estimar densidade de leopardos no Sri Lanka. Segundo Dulan Jayasekara, líder da pesquisa, os resultados oferecem insights valiosos mesmo com limitações de recursos, ajudando a mapear a população da espécie.
Contexto e dados de referência
Kumana, com mais de 35 mil hectares, abriga savanas, florestas de monção, lagoas, manguezais e áreas rochosas. O parque foi aberto à visitação em 2006, após a Guerra Civil, e tornou-se importante alternativa a Yala para observar leopardos, reduzindo pressão de visitas no sul do país.
Dados históricos indicam densidades variadas entre parques do país. Yala registra uma das maiores densidades globais, Horton Plains apresenta estimativa menor e Wilpattu mostra valores intermediários, reforçando a diversidade de habitats e pressões de visitação.
Ameaças e conservação
Apesar da alta densidade, os leopardos de Kumana enfrentam riscos fora dos limites do parque. Herders de búfalos, que às vezes atacam crias, praticam venenação como retaliação, resultando em mortes de felinos. Pilgr images próximas indicam encontros entre pessoas e felinos durante a peregrinação PADĀ Yāthrā.
Além do monitoramento científico, a iniciativa cidadã Kumana Leopards documenta, desde 2019, 80 leopardos individuais por meio de observações de visitantes. O grupo mantém um guia de campo e divulga avistamentos diários para apoiar a conservação da espécie.
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