Os ursos-polares enfrentam desafios crescentes devido ao aquecimento global, que impacta seu habitat e dieta. Em Svalbard, Noruega, cientistas do Instituto Polar Norueguês (IPN) estão adotando novas técnicas para monitorar esses animais, incluindo o rastreamento de “químicos eternos” e a coleta de dados sobre sua saúde e comportamento.
Neste ano, a expedição, realizada em condições extremas de até 30ºC negativos, envolveu a sedação dos ursos com dardos a partir de um helicóptero. Após a sedação, os pesquisadores colocam coleiras com GPS e coletam amostras de sangue e gordura. A veterinária Marie-Anne Blanchet destacou que essas amostras são essenciais para entender como os ursos reagem às mudanças em seu ambiente.
Mudanças na Dieta
Os dados preliminares indicam que a dieta dos ursos-polares em Svalbard está mudando. Embora ainda caçam focas, estão consumindo mais ovos e até algas marinhas, o que não fornece a energia necessária. O cientista-chefe Jon Aars afirmou que, mesmo com apenas três meses para caçar, os ursos podem obter até 70% de suas necessidades anuais nesse período. Contudo, a redução da calota polar pode dificultar essa caça no futuro.
Contaminação e Adaptação
Os pesquisadores também observaram uma redução nos níveis de contaminação nos ursos, atribuída a regulamentações ambientais mais rigorosas. A toxicologista Heli Routti mencionou que, embora a variedade de contaminantes tenha aumentado, muitos dos que foram regulamentados estão em declínio. Isso é um sinal positivo, mas os cientistas alertam que os químicos eternos, presentes em produtos do dia a dia, continuam a ser uma preocupação.
A capacidade de adaptação dos ursos-polares é um fator crucial para sua sobrevivência. A experiência acumulada ao longo de suas vidas pode ajudá-los a enfrentar as adversidades impostas pelas mudanças climáticas. No entanto, os especialistas reconhecem que há um limite para essa adaptação, e o futuro dos ursos-polares permanece incerto.
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