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Preço de um Nobel: medalhas já foram vendidas várias vezes

Nobel da Paz de Dmitry Muratov é o mais caro já vendido, por US$ 103 milhões, em 2022, para crianças refugiadas na Ucrânia

(Caroline Aranha/Montagem sobre reprodução)
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Francis Crick e James Watson, laureados com o Nobel de Medicina de 1962, não apenas revolucionaram a biologia com a descoberta da estrutura do DNA, mas também leiloaram suas medalhas em momentos distintos. A família de Crick vendeu o prêmio em 2013, arrecadando US$ 2,7 milhões para financiar pesquisas científicas. O comprador, Jack Wang, prometeu usar o valor para incentivar inovações em sua empresa.

Em 2014, Watson tornou-se o primeiro laureado vivo a vender sua medalha. A venda, motivada por um protesto contra críticas que recebeu, gerou US$ 4,1 milhões. O investidor Alisher Usmanov comprou a medalha, mas a devolveu ao cientista, desejando que o dinheiro fosse utilizado em pesquisas. O físico Leon Lederman também leiloou sua medalha em 2015, arrecadando US$ 765 mil para despesas médicas e compra de uma nova casa.

O Nobel mais caro

O Nobel mais caro já vendido pertence ao jornalista russo Dmitry Muratov, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2021. Em 2022, ele leiloou sua medalha por impressionantes US$ 103 milhões, com os recursos destinados a ajudar crianças refugiadas da Ucrânia. Este valor supera em muito as vendas anteriores de medalhas, destacando a relevância e o impacto social que o prêmio pode gerar.

As histórias de leilão de prêmios Nobel revelam não apenas a trajetória de seus laureados, mas também a capacidade de transformar suas conquistas em ações significativas para a sociedade. A venda das medalhas, seja por motivos pessoais ou filantrópicos, continua a suscitar discussões sobre o valor do reconhecimento científico e seu uso em prol de causas humanitárias.

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