Em 2023, os Haíɫzaqv, povos indígenas do Canadá, observaram danos e roubo de iscas em armadilhas de caranguejo. Predadores aquáticos foram inicialmente apontados como suspeitos, diante da prática habitual de submersão das armadilhas.
As imagens capturadas por câmeras de monitoramento mostraram uma loba-cinzenta (Canis lupus) interferindo na armadilha, puxando a linha, içando o equipamento até a praia e consumindo a isca. A ação ocorreu em área protegida pelos Haíɫzaqv.
Fundamenta-se a hipótese de que a loba já possuía conhecimento de como acessar a comida escondida sob a água, conforme a sequência de movimentos. Ainda não está claro como o comportamento foi aprendido, se por observação ou por olfato aguçado.
Evidências e contexto
Os vídeos podem representar a primeira evidência de uso de ferramentas por lobos selvagens, segundo estudo publicado na Ecology and Evolution. A área protegida pode ter facilitado a exploração de comportamentos inovadores.
Debate científico
Especialistas discutem se o comportamento caracteriza uso de ferramentas ou apenas de objetos. A definição segue em estudo, sem consenso definitivo.
Os Haíɫzaqv destacam que as imagens foram registradas em território sob sua proteção, o que limita riscos para a fauna local e permite acompanhar possíveis mudanças comportamentais.
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