Até o momento, em Austrália, mulheres já são informadas sobre a densidade mamária durante o rastreio. No Reino Unido, o National Screening Committee avalia incluir esse dado nos exames, visto que densidade aumenta risco e pode dificultar a leitura das mamografias.
Um estudo publicado no BMJ com 2.401 sobreviventes de mama australianas (set/2023 a jul/2024) randomizou participantes em três grupos: sem aviso, com aviso e informações por escrito, e com aviso mais vídeo informativo. O objetivo foi medir respostas psicológicas e intenção de buscar orientação médica.
Ao final de oito semanas, mulheres avisadas apresentaram maior ansiedade e confusão sobre o que fazer após o resultado. Além disso, houve maior intenção de consultar o médico de família: 22,8% no grupo com informação escrita, 19,4% no grupo com vídeo, frente a 12,9% no grupo sem aviso.
Implicações para o NHS e políticas de rastreamento
O NHS ainda não registra densidade mamária nos programas de rastreio inglês. Especialistas ressaltam que densidade pode dificultar a detecção de câncer, mas nem todas as mulheres conseguem avaliar esse fator por conta própria. O estudo aponta necessidade de informações claras e apoio adequado ao comunicar o resultado.
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