A AVB, referência mundial em aço verde, anuncia investimento de R$ 50 milhões no sul do Maranhão para ampliar a produtividade de biocarbono. O foco está em melhoramento genético, biotecnologia e infraestrutura florestal, perto de Açailândia.
O objetivo é fortalecer a base florestal da siderurgia de baixa emissão. O projeto visa reduzir custos, aumentar a produção por hectare e mitigar riscos, mantendo a área plantada estável.
Genética e viveiro
Um dos pilares é o avanço genético das florestas, com a construção de um dos maiores viveiros do Brasil. Serão mudas com genética própria, resultado de um programa iniciado em 1997.
Os clones selecionados são adaptados às regiões de atuação, com Corymbia como principal material. Em 2024 o viveiro produziu 1,5 milhão de mudas; em 2025, 6 milhões, com 12 milhões projetados no futuro.
Hoje, 80% da força de trabalho é feminina, em um modelo que combina tecnologia, inclusão e sustentabilidade. O viveiro já abastece a operação da AVB.
Pilot de eucalipto irrigado
Ao lado do viveiro, será implementado um projeto-piloto de eucalipto irrigado com água residual rica em nutrientes. A meta é dobrar o incremento florestal já existente.
Nos próximos três anos, a expectativa é levar essa experimentação ao nível industrial, reduzindo riscos e aumentando a eficiência no campo, segundo a empresa.
Biofábrica de bioinsumos
A AVB investe ainda em uma biofábrica de bioinsumos para produzir fungos e bactérias que substituem parte de fertilizantes e defensivos químicos. A estratégia busca fortalecer a biologia do solo e reduzir químicos.
Os resultados devem aparecer entre três e cinco anos, com ganhos de produtividade, qualidade da madeira e estabilidade florestal.
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