O que aconteceu: arqueólogos descobriram, ao largo de Alexandria, uma embarcação de prazer do século I d.C. com 35 metros de comprimento, localizada a cerca de 7 metros de profundidade. A estrutura está parcialmente preservada, com um pavilão central e cabine luxuosamente decorada.
Quem está envolvido: a descoberta é conduzida pelo European Institute for Underwater Archaeology (IEASM), sob a supervisão de Franck Goddio, professor visitante de arqueologia marítima na Universidade de Oxford. A investigação integra equipes internacionais e técnicas de mergulho avançadas.
Quando e onde: o achado ocorreu na ilha submersa de Antirhodos, parte do antigo Portus Magnus de Alexandria. O registro aponta para o início do século I d.C., em contexto de afundamento gradual da costa durante terremotos e inundações.
Por que é relevante: a embarcação pode ter funcionado como barca sagrada ligada ao templo, ou como barco de cerimonial da navegatio iside, celebrando a deusa Ísis e a vida na água. Graffiti em greco foi encontrado no casco, ainda sem leitura definitiva.
Conteúdo adicional: a madeira encontra-se bem preservada, com apenas uma camada de sedimento sobre o casco. Os pesquisadores aguardam novas etapas de estudo para confirmar função e contexto religioso ou festivo da embarcação.
Impacto da descoberta: a busca busca trazer dados sobre vida, religião, luxo e lazer nas vias navegáveis do Egito romano. O achado permanece no leito, conforme diretrizes da Unesco, com novas expedições programadas para complementar as informações.
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