O MIT divulgou um atlas que mapeia a diversidade dinâmica de astrocytes em modelos de cérebro de camundongos e marmosetes. O estudo envolve seis estágios de vida, desde o embrião até a velhice, e quatro regiões cerebrais, com a análise de cerca de 1,4 milhão de células. O objetivo é entender como esses gliócitos não neurais mudam ao longo do tempo e do espaço.
A pesquisa, liderada por Guoping Feng, usa coleta de células de quatro regiões: córtex pré-frontal, córtex motor, estriado e tálamo. A investigação abrange desenvolvimento, maturação e envelhecimento, oferecendo um panorama da especialização regional das astrocytes entre espécies.
O atlas foi apresentado na edição de novembro da revista Neuron e financiado pelo NIH BRAIN Initiative, além do Centro de Pesquisa em Autismo de MIT. Os dados abertos permitem que outros pesquisadores explorem padrões de expressão gênica e potenciais interações com neurônios.
Contexto e objetivos
Ao analisar os transcriptomas de cerca de 1,4 milhão de neurônios e células da glia, o estudo enfocou especificamente as astrocytes para entender diversidade espacial, temporal e entre espécies. A abordagem combina sequenciamento de RNA com imaging de alta resolução por expansão.
Principais achados
Em todas as fases de vida, as astrocytes apresentaram padrão regional distinto, com mudança pronunciada após o nascimento. Entre o nascimento e a adolescência, ocorreram as mudanças mais marcantes, associadas à reconfiguração de circuitos neurais.
Implicações e próximos passos
Os autores ressaltam que a diversidade regional varia entre camundongos e marmosetes, o que aconselha cautela ao extrapolar resultados entre espécies. O atlas deverá orientar pesquisas sobre doenças neurológicas e interações astrocyte-neurônio em diferentes estágios do desenvolvimento.
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