Em 2011, o Nintendo 3DS chegou ao mercado com tela 3D sem óculos, que exigia distância de 25 a 40 cm para funcionar. A inovação era a aposta da Nintendo, substituindo o DS de 2004 pela promessa de imersão sem acessórios.
A tecnologia dependia da posição do observador e tinha limitações de ângulo, o que limitava a percepção. Mesmo assim, o 3DS impactou o segmento portátil, sinalizando o caminho para experiências visuais mais envolventes na era móvel.
Pesquisadores chineses apresentaram EyeReal, um display que usa IA para rastrear o olhar e projetar imagens na região ocular, mantendo profundidade dinâmica com movimentos. O protótipo ainda não é comercializado, e o estudo foi divulgado na Nature.
EyeReal: como funciona
O EyeReal usa um algoritmo de deep-learning para localizar o olho em tempo real. A IA calcula a posição ocular e dispara a imagem em uma região ao redor das órbitas, preservando profundidade mesmo com deslocamentos dos espectadores.
Segundo os autores, o sistema evita a dispersão de imagem para o espaço ao redor, problema comum em displays cuja visão depende da posição. A solução busca reduzir fadiga ocular e manter imersão estável.
O protótipo utiliza componentes acessíveis e não está disponível para venda. A pesquisa publicada na Nature descreve o protocolo experimental e as primeiras evidências de viabilidade técnica.
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