Durante a pandemia de Covid-19, as restrições globais de transporte reduziram drasticamente o ruído subaquático. O silêncio forçou a mitigar sons humanos, revelando um cenário sonoro antes oculto.
Estudos indicam que o oceano não é silencioso por natureza; hidrophones mostraram que espécies marinhas emitem uma variedade de sons desde o início do século XX. A redução do tráfego ajudou a entender impactos da poluição sonora.
Redução histórica de ruído no oceano
Em 2020, NZ registrou queda expressiva no tráfego marítimo e no ruído subaquático. Em 12 horas, o nível caiu para cerca de um terço do usual, ampliando em até 65% a distância de comunicação de peixes e Delfim.
Paralelamente, a comunidade científica observa que a diminuição permitiu ouvir melhor chamadas de fauna marinha, como parte de um experimento natural mundial que avaliou impactos do barulho na comunicação e no comportamento animal.
Origem e relevância do projeto IQOE
Especialistas ressaltam que o experimento global envolveu 200 hidrophones distribuídos nos oceanos. A ideia central é entender como reduzir sons pode favorecer reprodução, alimentação e cooperação entre espécies.
Peter Tyak, da Universidade de St Andrews, integrou a IQOE, programa internacional de pesquisa. O foco é estudar cenários onde menos barulho não resulta apenas em silêncio, mas em facilidades de interação entre organismos.
Dia Mundial da Monitorização Passiva do Oceano
Em 2023, nasceu o World Ocean Passive Acoustics Monitoring Day (WOPAM). A iniciativa incentiva a coleta e divulgação de sonogramas submarinos, cobrindo desde canais de Londres até lagos da França. O objetivo é ampliar a participação global.
Miles Parsons, da Australian Institute of Marine Science, destaca que o som é a principal forma de comunicação de muitas espécies. A redução de ruído abre espaço para entender melhor esse ecossistema sonoro.
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