A Anvisa aprovou o registro do teste TR Hantavírus IgM Bio-Manguinhos, capaz de identificar a hantavirose em 20 minutos. O kit inclui suporte de coleta e reagentes, com capacidade de produção para o SUS. A aprovação valida eficácia, qualidade e segurança do produto.
Desenvolvido com recursos públicos, o teste envolve a Fundação Osvaldo Cruz, o Instituto Oswaldo Cruz, a Bio-Manguinhos e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A produção pode ser escalada conforme a demanda do Sistema Único de Saúde, segundo a Fiocruz.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que pode evoluir para síndrome cardiopulmonar. No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de roedores silvestres, liberadas na urina, saliva e fezes.
O Ministério da Saúde informa que, atualmente, quatro em cada dez infectados morrem. O diagnóstico rápido é apontado como fator crucial para reduzir a letalidade em casos graves.
Segundo a Fiocruz, as situações de maior risco incluem contato com ratos do mato e atividades em ambientes rurais, como limpeza de casas, galpões e áreas com desmatamento ou ecoturismo.
Perspectivas para o SUS
A expectativa é ampliar o acesso a um diagnóstico mais rápido, especialmente em regiões com maior circulação de hantavirose. A aprovação também facilita ações de vigilância epidemiológica e de controle de infecção.
A Anvisa ressaltou que o registro garante a conformidade regulatória do produto. A comercialização do teste, com produção ampliada, pode acelerar a confirmação de casos e orientar medidas de saúde pública.
Confirmação de uso
O Ministério da Saúde e a Fiocruz destacam a importância da integração do teste com laboratórios do SUS para diagnóstico oportuno. A vigilância continuará monitorando a evolução da doença e a distribuição do kit.
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