A baleia-pinoideira do Atlântico Norte, espécie Eubalaena glacialis, foi fotografada pela primeira vez em 2024 perto da Irlanda. Em novembro, a mesma baleia foi reidentificada perto de Boston, nos Estados Unidos, após percorrer aproximadamente 4.800 quilômetros.
A confirmação ocorreu por meio de reconhecimento fotográfico, associando imagens de Ireland com registros do catálogo de baleias da New England. A distância percorrida indica uma migração transatlântica pouco compreendida e ressalta a cooperação entre instituições internacionais.
No total, estima-se que haja cerca de 384 baleias-pinoideiras no Atlântico Norte, com grande parte da população concentrada no oeste do Atlântico. A temperatura mais baixa das águas canadenses tem influenciado alterações nas rotas migratórias nos últimos anos.
Cooperação internacional e perspectivas
Especialistas do Center for Coastal Studies e do Anderson Cabot Center for Ocean Life, do New England Aquarium, destacam a importância de intercâmbio de dados entre países. Encounters como essa ajudam a mapear padrões de movimento e a definir estratégias de conservação.
Outras baleias da espécie já foram registradas fora de seus locais habituais de migração, indicando variações de deslocamento. Cientistas ressaltam que ainda não é possível explicar completamente o papel de alimento ou curiosidade nessa travessia transatlântica.
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