A Triunfo do Xingu Environmental Protection Area, reserva de 1,7 milhão de hectares no Pará, tem perdido boa parte de sua mata primária desde a criação, em 2006. Dados de satélite indicam déficit contínuo de cobertura.
De acordo com a Global Forest Watch, com base no laboratório GLAD da Universidade de Maryland, a área perdeu cerca de metade de sua mata primária ao longo do período, com 2024 registrando alta de 400% na devastação em relação a 2023.
Dados preliminares de 2025 apontam continuidade da perda de floresta, concentrada na porção norte da reserva. Os pesquisadores destacam que as maiores clareiras, associadas à expansão de pastagens, permanecem no centro-norte.
Contexto técnico
Um estudo publicado em Geografia Ensino & Pesquisa em 2024, com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, revela aumento de 1.468% na área de pastagem entre 2001 e 2022.
Os autores também identificam três fases de desmatamento: alta entre 2002–2007, queda entre 2008–2012, e retomada a partir de 2013, apesar da proteção ambiental.
Eles concluem que a APATX não conseguiu reduzir o desmatamento: o ritmo foi semelhante ou superior a áreas sem proteção, em uma região de expansão agrícola.
Entre na conversa da comunidade