A Biosfera Bosawás, maior área protegida da América Central, abriga povos Miskito e Mayanga e uma rica fauna, incluindo o macaco-aranha Geoffroyi e o tapir de Baird. Em 2024, a reserva registrou pico de desmatamento, com 740 km² devastados em um ano. Mesmo sob proteção UNESCO, a floresta vem perdendo espaço há décadas.
Dados de satélite mostram que mais de 30% da floresta primária já foi perdida desde o início do século. A expansão de fazendas de gado e atividades de mineração têm sido apontadas como principais motores do desmatamento dentro da reserva.
Em 2025, investigações de organizações ambientais internacionais indicam desmatamento continuado por fazendeiros, afetando áreas protegidas e territórios indígenas. Segundo o estudo, há evidências de que carne de conflito é misturada à carne legal e vendida para exportação.
Investigações e pedidos de rastreabilidade
O relatório, feito pela ReWild e pela Patrol Campaign e divulgado em outubro de 2025, também aponta falhas em políticas de fiscalização. Conservacionistas enviaram carta pública a varejistas, solicitando rastreabilidade rigorosa das fontes de carne nicaraguense.
Conclui-se que a prática de desmatamento alimenta abusos de direitos humanos e acelera a perda de ecossistemas críticos como Bosawás e a Reserva Biológica Indio Maíz. O material enfatiza a importância de cadeias de suprimento transparentes para evitar danos climáticos e à biodiversidade.
Entre na conversa da comunidade