Pássaros como corvos e pardais não peidam, ao contrário de humanos e mamíferos. A diferença está na microbiota intestinal e na digestão ultrarrápida dessas aves. Enquanto os mamíferos abrem caminho para gases como dióxido de carbono e metano, os pássaros acumulam muito menos alimento no intestino, reduzindo a formação de gases.
A pesquisa aponta que aves abrigam bactérias diferentes das presentes em humanos. Além disso, o trato digestivo dos pássaros é mais curto, o que acelera a digestão. Mesmo que consumam algo fermentável, o alimento não permanece tempo suficiente no intestino para gerar gases que precisem ser expelidos.
Ainda assim, existem ressalvas. Pássaros podem expelir gases pelo ânus em situações excepcionais, mas não é uma prática necessária. O acúmulo de ar pode indicar problemas de saúde, caso ocorra. Além disso, a produção de gases pode ocorrer, mas apenas em quadros patológicos.
Desmentido de mito histórico
Por anos circulou a ideia de que o tordo bassiano, da Austrália, usava flatulências para localizar presas. O relato ganhou força em 1983 com um artigo que citava um “jato de ar” seguido de maior busca por alimento. Em 2020, um blogueiro australiano investigou o tema e consultou especialistas, chegando à conclusão de que não há evidência científica de que isso ocorra.
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