Em 1916, ossos foram encontrados na Formação Kirtland, Four Corners, NM. Inicialmente descritos como Kritosaurus navajovius por Charles Gilmore, o material ficou atribuído a um hadrossaurídeo já conhecido por quase um século.
Pesquisas internacionais revisaram o conjunto e apontaram que aquele animal era uma nova espécie de hadrossaurídeo de grande porte. O novo gênero recebeu o nome Ahshislesaurus wimani, com crânio distintivo, vivenciando 75 milhões de anos atrás no noroeste do Novo México.
O holótipo reúne crânio incompleto, ossos cranianos isolados e vértebras cervicais articuladas. A comparação anatômica revelou diferenças consistentes em partes do crânio em relação a outros dinossauros de bico de pato conhecidos.
Identificação e implicações
A análise filogenética coloca Ahshislesaurus wimani entre os saurolofíneos, sugerindo que o NM foi centro de diversificação desse grupo no final do Cretáceo. A região Hunter Wash aparece como cenário importante desse ecossistema.
Crânios são considerados decisivos para distinguir espécies de hadrossauros, segundo a equipe. A presença de novas estruturas craneanas foi o que permitiu a separação do animal do gênero anterior.
Aspectos paleobiológicos
Estimativas indicam que Ahshislesaurus wimani media entre 10 e 12 metros de comprimento e pesava cerca de 8 toneladas. O corpo robusto e a boca achatada indicam alto consumo de vegetação, com influência significativa sobre o ambiente local.
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