O código científico da Califórnia descreveu 72 novas espécies em 2025, em seis continentes. Pesquisadores da California Academy of Sciences (CAS), junto a parceiros globais, identificaram organismos desde mares profundos até a superfície de jardins, incluindo o arquipélago de Galápagos e um parque nacional dos EUA. Entre os itens, há aves, insetos, plantas, moluscos e peixes.
Os pesquisadores destacam que, com avanços tecnológicos, espécimes preservados em museus permitem novas descobertas mesmo décadas após a coleta. A CAS conta com mais de 100 cientistas e 46 milhões de amostras, evidenciando o papel de coleções históricas na pesquisa atual.
Principais descobertas
Entre as espécies descritas, há a galápagos lava heron, identificada como nova espécie a partir de observações de campo e análises genéticas. O estudo aponta camuflagem em rochas vulcânicas e bico mais robusto do que o de parentes próximos.
Um peixe de profundidade, Epigonus zonatus, foi registrado após uma expedição de mergulho que contou com a presença de Fidel Castro em 1997. A partir de uma amostra guardada na CAS, a espécie recebeu descrição formal neste ano.
Novas plantas e morfologias
Entre as plantas, destaca-se a nova flor Ovicula biradiata, gênero e espécie inéditos, encontrada no Big Bend National Park, no Texas. O vegetal recebe o apelido de Woolly Devil devido aos pelos brancos que cobrem as folhas.
Outra descoberta vegetal envolve espécies de plantas com ampla distribuição, incluindo Madagascar e Panamá, além de habitats de Campo Rupestre no Brasil. Um musgo também foi descrito, originário da Índia.
Fauna terrestre e marinha
No grupo de invertebrados, 11 espécies de nudibrânquios foram descritas, incluindo representantes no Indo-Pacífico. Entre os anfíbios e répteis, destacam-se lagartos da África Austral e geckos da Namíbia e Angola, com várias novas espécies.
No oceano, 11 espécies de sea slugs aparecem, com nomes em traduções de línguas indígenas para urnas de significado local. Um novo peixe-perco é descrito em águas maldivas, com padrões diferentes dos parentes da família.
Observações da equipe
Os pesquisadores ressaltam que muitas espécies continuam desconhecidas, mesmo em áreas bem estudadas. A diversidade descrita em 2025 reforça a necessidade de conservação de ecossistemas vulneráveis, como recifes profundos e habitats de Campo Rupestre.
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