Um aglomerado de galáxias que existia há cerca de 12 bilhões de anos foi identificado como o mais distante e jovem já observado. Chamado SPT2349-56, ele era excepcionalmente quente e ativo, desafiando modelos cosmológicos sobre a formação de estruturas no early universe. A descoberta foi anunciada recentemente pela equipe internacional que utilizou o ALMA, no Chile.
A observação revelou mais de 30 galáxias em uma região de cerca de 500 mil anos-luz, com atmosfera interna muito quente. O ritmo de formação de estrelas nesse conjunto era cerca de 5 mil vezes maior do que o observado na Via Láctea hoje, indicando uma fase de intensa atividade ainda no início do cosmos. O resultado foi publicado na revista Nature.
Contexto e implicações
Entre as galáxias do aglomerado nascente, três apresentavam núcleos ativos, com buracos negros supermassivos no centro. Esses buracos negros podem liberar grande energia e calor, contribuindo para a atmosfera quente do conjunto. Observações sugerem que essa dinâmica energética ocorre em estágios ainda precoces da evolução cósmica, o que não era previsto pelos modelos atuais.
Os cientistas destacam que a estrutura, por ser tão jovem e compacta, pode exigir revisões nas simulações que descrevem como aglomerados se formam e amadurecem. Cada novo dado sobre SPT2349-56 ajuda a entender o papel de buracos negros ativos e de intensas novas estrelas na evolução de grandes reúne de galáxias.
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