O Ministério da Saúde iniciou neste sábado a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A primeira aplicação ocorre em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), para pessoas entre 15 e 59 anos, com o objetivo de avaliar o impacto da vacina na transmissão da doença.
A estratégia prevê um ano de análises com monitoramento de incidentes e de eventos adversos raros. Botucatu (SP) integra a partir de domingo o programa piloto. A iniciativa busca subsidiar a ampliação da vacinação em todo o país, com avaliação contínua de resultados de saúde pública.
Ao longo de 2026, serão avaliados a incidência de dengue nos municípios-piloto e a circulação do vírus, conforme metodologia já usada em avaliações anteriores do Butantan. Em paralelo, permanece a oferta da vacina japonesa para a população entre 10 e 14 anos, em esquema de duas doses.
Distribuição e público-alvo
Em breve, a Butantan-DV terá 204,1 mil doses na primeira etapa: Botucatu receberá 80 mil, Maranguape 60,1 mil e Nova Lima 64 mil. O total corresponde a parte das 1,3 milhão de doses já produzidas pelo instituto.
A vacinação dos 15 a 59 anos ocorre em UBS e pontos de imunização estruturados pelas prefeituras. A vacina Butantan-DV é a primeira de dose única contra a dengue, protegendo contra os quatro sorotipos do vírus e apresentando alta eficácia.
Panorama epidemiológico e próximos passos
No cenário de 2025, a dengue registrou queda de 74% em relação a 2024, com 1,7 milhão de casos prováveis e 1,7 mil mortes, queda de 72%. As ações de combate ao Aedes aegypti permanecem essenciais junto com a vacinação.
A estratégia nacional depende da disponibilidade de doses. A produção deve ser ampliada gradualmente, com a inclusão de profissionais da Atenção Primária à Saúde no início de fevereiro, conforme disponibilidade de remessas adicionais.
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