A pesquisa, realizada por Utrecht University, investiga o impacto do calor extremo nas favelas do Rio de Janeiro, onde cerca de 1,3 milhão de moradores vivem em bairros operários sem planejamento urbano. Em Chapeu Mangueira e Morro da Babilônia, termômetros foram instalados em residências para medir temperaturas internas e entender o efeito do calor no cotidiano.
Os pesquisadores monitoram temperaturas dentro das casas e solicitaram que moradores mantenham diários de calor, registrando como as altas temperaturas influenciam o sono, a alimentação e as rotinas diárias. O objetivo é revelar desigualdades climáticas que afetam especialmente famílias de baixa renda.
Segundo Francesca Pilo, coordenadora do projeto e professora de urbanismo da Utrecht University, os dados podem subsidiar políticas públicas que considerem não apenas a temperatura externa, mas as condições dentro dos lares. A iniciativa é apresentada como ponto de partida para compreender como a mudança climática amplifica desigualdades urbanas já existentes.
Metodologia e objetivos
A pesquisa combina medições ambientais com relatos dos moradores, buscando correlacionar temperaturas com impactos na saúde e na produtividade.
Contexto
O estudo enfatiza a pobreza estrutural em áreas elevadas da cidade, onde a densidade de construção e a ausência de infraestrutura agravam o calor, em contraste com bairros mais ricos.
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