Min-Liang Tan, CEO da Razer, participou de uma entrevista ao vivo durante a CES 2026, promovida pela The Verge. A conversa abordou a estratégia da empresa em IA, incluindo o projeto Ava, uma IA em formato de tubo com holograma. O tom foi desafiador, com perguntas sobre utilidade e segurança.
Durante a entrevista, Nilay Patel questionou a abordagem da Razer à IA, em especial o conceito Ava, apresentado como uma representação tecnológica para parcerias com estúdios de jogos. Tan respondeu com ênfase de que Ava demonstra avanços em IA conversacional e personalidade digital.
Ava, anunciado pela Razer, já aceita depósitos de pré-venda de 20 dólares e informa que o produto deve estar disponível na segunda metade de 2026. A equipe de Tan citou o objetivo de coletar feedback e ajustar o projeto conforme as preocupações dos usuários.
O apresentador pressionou Tan sobre a viabilidade de transformar Ava em produto de consumo, diante de críticas sobre o uso de Grok, a IA que alimenta o projeto. O executivo manteve o foco em guarda de software e no potencial de aplicações para a indústria de jogos.
Patel questionou ainda a relação da Razer com Grok, citando preocupações de segurança e conteúdo. Tan evitou se aprofundar nisso, enfatizando apenas a qualidade do modelo de IA conversacional e o esforço de integração com produtos existentes da empresa.
A conversa também abordou planos da Razer de investir cerca de 600 milhões de dólares em IA e a contratação de 150 engenheiros. Questionado sobre a recepção dos gamers, Tan insistiu na diferenciação entre IA voltada a ferramentas de desenvolvimento e soluções para consumo, sem apresentar casos práticos detalhados.
No encerramento, Tan mencionou conceitos de liberdade de forma e uso de IA para criação de arte, mantendo o argumento de que novas formas de expressão podem emergir a partir de prompts. Patel manteve o desafio de esclarecer utilidades tangíveis para usuários comuns.
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