Gladys West, matemática norte-americana conhecida como a “mãe do GPS”, morreu aos 95 anos. A morte foi confirmada pela família em publicação nas redes sociais, sem divulgar a causa.
A informação foi repercutida por veículos especializados, incluindo a Engadget, que confirmou a comunicação da família. O anúncio não detalha o falecimento além da idade.
West nasceu em Sutherland, Virgínia, em 27 de outubro de 1930. A mãe trabalhava numa fábrica de tabaco e o pai na ferrovia, segundo o Departamento de Defesa dos EUA.
Cresceu em meio à fazenda da família e manteve o foco nos estudos, conseguindo uma bolsa integral para a Virginia State University, instituição pública de ensino superior historicamente negra.
Formou-se em matemática em 1952 e conquistou o mestrado na área em 1955, antes de ingressar na Marinha dos EUA, pautando parte de sua trajetória.
Contribuições para a computação militar
West integrou um pequeno grupo de mulheres que trabalhava com computação para militares na fase inicial da Guerra Fria, contribuindo para a base tecnológica do GPS.
A Marinha a contratou em 1956 para atuar na programação de computadores e codificação no Campo de Provas Navais de Dahlgren, em Virgínia.
No começo dos anos 1960, participou de estudo astronômico premiado que verificou a regularidade do movimento de Plutão em relação a Netuno.
Na década de 1970, desenvolveu algoritmos que compensavam variações gravitacionais e maré, aperfeiçoando a forma da Terra no modelo utilizado pelo GPS.
Legado técnico
West programou o computador IBM 7030 para cálculos cada vez mais precisos, visando um modelo da forma da Terra que sustentasse a órbita dos satélites do GPS. O trabalho desse grupo ajudou a fundamentar o sistema atual.
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