O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, busca evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Ele entrou em vigor em 4 de novembro de 2016, com compromissos de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C, preferencialmente 1,5°C.
O pacto prevê que cada país estabeleça metas próprias de redução de emissões, revisadas a cada cinco anos para aumentar a ambição. Também define a neutralidade de carbono no fim deste século e prevê apoio financeiro aos países em desenvolvimento para adaptação e transição energética.
Apesar de avanços em áreas como energia renovável, o mundo continua a se aquecer rapidamente. Em 2024 e 2025, temperaturas ficaram acima do patamar de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, segundo dados científicos da ONU e de serviços climáticos.
O que diz o Acordo de Paris
O acordo incentiva esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e manter o objetivo de ficar bem abaixo de 2°C. Promove o equilíbrio entre emissões e remoção de gases na segunda metade deste século, conhecido como net zero.
Riquezas políticas e financeiras foram estabelecidas para apoiar nações menos favorecidas. O objetivo era mobilizar fundos para adaptação climática e transição para energia limpa, com metas de longo prazo e revisões periódicas.
Desdobramentos e o cenário atual
Desde 2015, as conferências climáticas (COPs) avaliam progressos e ajustes. Em COP28, foi autorizado o apoio à transição energética, sem obrigações fixas para ações específicas. Em COP30, o tema sobre combustíveis fósseis não contou com menção direta no acordo final.
O caminho para 1,5°C permanece desafiador. A emissão de CO2 atingiu recordes em 2025, e avaliações indicam que planos nacionais estão aquém do necessário para cumprir a meta. Cientistas ressaltam que cortes mais rápidos podem reduzir riscos futuros.
Entre na conversa da comunidade