A dieta mediterrânea pode reduzir o risco de todos os tipos de acidente vascular cerebral, com ganhos de até 25%, aponta um estudo de duas décadas. A pesquisa avaliou associações, sem provar causalidade.
Conduzido por equipes dos EUA e da Grécia, o estudo acompanhou 105.614 mulheres na Califórnia, com média de 53 anos, sem histórico de AVC. A alimentação incluiu azeite, castanhas, frutos do mar, grãos inteiros e verduras.
Ao longo de uma média de 21 anos de acompanhamento, participantes com maior aderência à dieta apresentaram menor risco global de AVC. O grupo mais alto reduziu em 18% esse risco, após ajuste de fatores como tabagismo e pressão arterial.
Resultados-chave e limitações
A ingestão alta da dieta associou redução de 16% para AVC isquêmico e 25% para AVC hemorrágico. Pesquisadores destacam a relevância de ampliar estudos para confirmar mecanismos subjacentes.
Especialistas externos elogiaram os resultados, destacando o potencial da dieta para prevenção. Contudo, agregam que o vínculo precisa ser melhor compreendido antes de recomendações amplas.
A pesquisa, publicada na Neurology Open Access, mostra relação entre alimentação saudável e menos AVC, inclusive na forma hemorrágica, considerada mais grave. Os autores defendem mais estudos para confirmação.
As limitações incluem a participação exclusiva de mulheres e o uso de dados alimentares autodeclarados. Mesmo assim, o estudo acrescenta evidência relevante sobre prevenção de AVC por meio da dieta.
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