O cheiro de livro novo tem origem em uma mistura de fatores químicos e processos da indústria gráfica. Além de tinta, entram na composição elementos usados no tratamento das folhas, água e cola.
O papel recebe água ao longo de toda a cadeia produtiva, cerca de 10 litros por folha A4. Na indústria, essa água serve para cozinhar lascas de madeira e lavar a massa de celulose.
Quando o livro é embalado, parte da umidade fica retida e libera compostos voláteis. Entre eles estão o carbonato de cálcio, que deixa o papel opaco, e fibras de celulose, responsáveis pelo aroma característico.
A tinta offset, comum na impressão, também contribui. Ela usa resina ou óleo e é transferida da chapa para o papel via cilindro de borracha, liberando compostos que perfumam o livro.
A cola entra na mistura, porém com peso menor. O endurecimento da cola ocorre rápido, reduzindo a liberação de voláteis no momento da abertura do exemplar.
O cheiro varia conforme o tipo de papel e o processo de fabricação. Cadernos escolares, por exemplo, carregam aromas diferentes de um romance, devido às diferenças de matéria-prima.
Fontes consultadas destacam a participação de especialistas como o professor Amaury Fernandes (UFRJ), além da Academia Brasileira de Letras e do Science History Institute, na compreensão do tema.
Informações adicionais sugerem que o aroma é resultado conjunto de água, tinta, cola e o ritmo de cura dos componentes. O perfume bibliotesco pode variar entre edições e fornecedores.
- As explicações técnicas são baseadas em análises de processos industriais e materiais usados na produção de papel, tinta e cola.
- O conteúdo não incentiva consumo, apenas explica a origem do cheiro associado a livros novos.
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