A Eli Lilly revelou os resultados da orforgliprona, uma pílula diária para emagrecimento. O medicamento traz promessa de resultados semelhantes aos realizados com canetas de GLP-1, sem injeções e sem jejum. A novidade pode ampliar a adesão ao tratamento.
A molécula foi desenvolvida inicialmente pelo laboratório Chugai Pharmaceutical e licenciada pela Lilly em 2018. Indica-se para adultos com obesidade (IMC ≥ 30) ou sobrepeso (IMC ≥ 27) com comorbidades associadas. Há também estudos paralelos em diabetes tipo 2.
O mecanismo de ação reproduz a sinalização do GLP-1, hormônio que reduz o apetite e atrasa o esvaziamento gástrico. A ideia é criar déficit calórico sustentável sem depender de doses diárias complexas.
Resultados do estudo ATTAIN-1
Em fase 3, com mais de 3.100 participantes, a dose diária mais alta (36 mg) levou a uma perda média de 12,4% do peso corporal ao longo de 72 semanas. Quase 60% eliminaram pelo menos 10% do peso inicial. Resultado comparável a terapias injetáveis.
A pílula oferece vantagens de uso ao longo do dia, sem jejum ou restrições alimentares. Ao contrário de Rybelsus, exige protocolo menos rígido, o que pode favorecer a adesão ao tratamento crônico.
Analistas destacam que a orforgliprona pode ampliar o mercado de GLP-1, com proteção de patente estendida para a Lilly. Patentes de semaglutida vencem em 2031 (EUA/Europa); no Brasil, encerram em 2027, ampliando margens competitivas para a nova droga.
A empresa espera aprovação para comercialização nos EUA no segundo trimestre e início de vendas ainda neste ano. No Brasil, a previsão é de aprovação pela Anvisa e início de comercialização em 2027.
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