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Caso de sarampo confirmado acende alerta sobre cobertura vacinal

Caso de sarampo em bebê de seis meses em São Paulo reacende alerta sobre a cobertura vacinal e proteção de não vacinados

Rio de Janeiro (RJ), 10/05/2025 – Rio promove o Dia D contra a gripe e também aplica a Tríplice Viral, na Lapa, centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Um caso confirmado de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo acendeu o alerta sobre a importância da cobertura vacinal. A confirmação ocorreu na semana passada e destaca a necessidade de manter altas taxas de imunização para proteger quem ainda não pode receber vacinas. A imunização na primeira infância é essencial para frear a transmissão.

A SBCIM explica que, quando a cobertura está elevada, bebês não vacinados ganham proteção indireta pela chamada barreira de imunização criada por quem já se vacinou. A vacina do sarampo, com alta eficácia, reduz tanto a infecção quanto a transmissão do vírus.

A bebê viajou com a família para a Bolívia em janeiro, país que vive surto de sarampo desde o ano passado. A circulação de casos importados pode provocar novos surtos no Brasil se a cobertura vacinal não for mantida em níveis elevados.

No Brasil, a primeira dose da tríplice viral é indicada aos 12 meses; aos 15 meses vem a dose da tetra viral, com proteção adicional contra catapora. Dados de 2024 mostram que 92,5% receberam a primeira dose, mas 77,9% completaram o esquema no tempo adequado.

Cobertura vacinal e panorama regional

O Brasil mantém, desde 2024, certificado de área livre de sarampo pela OPS, mesmo com surtos pontuais no país. Em 2023, 38 infecções foram confirmadas, com origem na importação, segundo autoridades de saúde.

A vacinação de rotina continua sendo a principal estratégia de prevenção. Crianças e adultos sem comprovante de vacinação devem se imunizar, conforme faixas etárias: dos 5 aos 29 anos, duas doses; dos 30 aos 59, uma dose. Gestantes e imunocomprometidos não devem se vacinar.

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