O uso do Sistema Único de Saúde (SUS) para rastreamento do câncer de intestino registrou crescimento expressivo nos últimos anos. Dados da campanha Março Azul mostram aumento tanto das pesquisas de sangue oculto nas fezes quanto das colonoscopias entre 2016 e 2025.
Entre os exames, a pesquisa de sangue oculto nas fezes saltou de 1.146.998 para 3.336.561. Já as colonoscopias passaram de 261.214 para 639.924 no mesmo intervalo, refletindo ampliação de todas as fases do rastreamento no setor público.
Em 2025, São Paulo concentrou o maior volume de testes de sangue oculto nas fezes, com 1.174.403, seguido por Minas Gerais (693.289) e Santa Catarina (310.391). Os menores números ficaram no Amapá (1.356), no Acre (1.558) e em Roraima (2.984).
Análise
O aumento é atribuído ao avanço de campanhas de conscientização e à maior mobilização de entidades médicas. A SOBED aponta que a Março Azul está incentivando a procura por exames e a mudança de hábitos de cuidado com o intestino.
Segundo a organização, o movimento não ocorre por acaso: envolve autoridades em todos os níveis, mutirões organizados e ações de prevenção em espaços públicos, escolas e unidades de saúde.
Campanha e impactos
A Marche Azul, promovida nacionalmente desde 2021, envolve a SOBED, SBCP e FBG, com apoio de SBA, AMB e CFM. As ações buscam ampliar cobertura de rastreamento e reduzir diagnósticos tardios.
De acordo com projeções do INCA, as mortes prematuras por câncer de intestino podem aumentar até 2030, devido ao envelhecimento populacional, maior incidência entre jovens, diagnóstico tardio e baixa adesão a exames preventivos.
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