Jensen Huang, CEO da Nvidia, defendeu, nesta quarta-feira (2), que os integrantes do G20 ampliem a construção de data centers para sustentar o avanço da inteligência artificial. O executivo também alertou que governos concentrados apenas nos riscos da tecnologia podem comprometer o desenvolvimento de suas economias e perder espaço na corrida global.
“No fim das contas, o que cada país terá de reconhecer é que a IA é infraestrutura, da mesma forma que são a água, as rodovias, a eletricidade, a internet”, disse Huang.
A Nvidia é a empresa-chave por trás do boom da IA generativa, tornando-se a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo.
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Huang também rejeitou a ideia de que a IA representa uma ameaça ao emprego, um dos temores da oposição pública a esta tecnologia.
“A ideia de que, de alguma forma, todos os empregos serão eliminados ou desaparecerão (…) é simplesmente um absurdo”, afirmou o CEO aos ministros de tecnologia do G20, argumentando que o trabalho será redefinido, em vez de desaparecer. “As tarefas serão automatizadas, mas o propósito dos nossos trabalhos permanece”, afirmou, acrescentando que os países sairão prejudicados se seus líderes “falarem sobre a tecnologia com medo”.
Huang também instou os governos a não exagerarem na regulamentação da tecnologia.
“O pior resultado é que você não tire proveito dela, que fique para trás. Esse é, de longe, o pior desfecho”, declarou.
Discurso de Elon Musk segue “liberdade” defendida por Huang
Nesta terça-feira (1°), Elon Musk, CEO da SpaceX também discursou no G20, com um posicionamento similar ao de Huang, defendendo uma flexibilidade maior para a inteligência artificial em meio às discussões de regulamentação.
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Um de seus argumentos também estava na visão do CEO da NVIDIA, ao falar que regras rígidas pudessem atrasar o desenvolvimento da área, assim como Huang ao mencionar que países poderiam se prejudicar por conta do medo sobre as IAs.
“É preciso ter um ambiente relativamente livre de regulamentação, em que novas tecnologias sejam permitidas por padrão, e não proibidas por padrão”, afirmou Musk.
Estados Unidos vão ao G20 sonhando com IA mais livre
A reunião do G20 ocorre em meio a uma crescente reação contra a construção de centros de dados de IA nos Estados Unidos, uma questão que ganhou peso político às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.
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Os EUA já planejava pressionar o grupo durante o encontro para que a inteligência artificial avance com o mínimo de interferência estatal.
Michael Kratsios, consultor de tecnologia dos EUA e um dos organizadores do evento, se preparou para pedir que os países adotem os “Princípios da Carolina”. A informação consta em uma cópia do discurso preparado por ele, obtida pela Reuters.
“Os formuladores de políticas não precisam abordar cada inovação isoladamente e não devem tratar toda tecnologia emergente como um problema político inédito”, afirma Kratsios segundo o discurso obtido pela Reuters.
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A falta de regulamentação poderia favorecer OpenAI e Anthropic, duas das maiores empresas de inteligência artificial do mundo. Regras impostas pelos governos podem reduzir os lucros do setor caso atrase o lançamento de novos modelos ou obriguem as companhias a mudar o funcionamento de seus produtos por motivos de segurança.
(Com informações da AFP e Reuters)
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