O milho floculado começa a ganhar espaço na pecuária brasileira como alternativa para aumentar a eficiência em confinamentos. A novidade melhora a digestibilidade do amido, potencializando o ganho de peso e a conversão alimentar.
Segundo o diretor-executivo da Nutripura, Roberto Aguiar, a prática é recente em regiões como Mato Grosso, mas já é amplamente utilizada em outros países. Produtores buscam maior eficiência na nutrição animal com essa tecnologia.
O interesse internacional também tem chamado a atenção de empresas estrangeiras. Raymond Liu, da Ningbo Intelligent Technology, afirmou à CNN Brasil que já há equipamentos de floculação operando no Brasil e que a China acompanha o desenvolvimento da alimentação animal no país.
Tecnologia e impacto no desempenho
O processo, que combina tratamento térmico com vapor e prensagem, transforma o milho em lâminas finas, aumentando a digestibilidade do amido. Em andamento, a técnica atua como uma pré-digestão do alimento.
Especialista da Esalq/USP, o Dr. Luiz Gustavo Nussio explica que o método facilita a ação de bactérias do rúmen e enzimas intestinais, acelerando a absorção de nutrientes. A digestibilidade pode chegar a 90% a 95%.
Com esse ganho, antecipa-se o peso, reduz o desperdício de ração e diminui o risco de distúrbios digestivos, como acidose, comuns em dietas de alto concentrado em confinamentos.
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